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Remígio-PB, Paraíba, Brazil
Mestre em Letras pela UEPB e professor de Língua Portuguesa dos ensinos fundamental e médio. Meu interesse com esse espaço é poder divulgar e compartilhar com todas e todos minhas atividades escolares e questões objetivas de português para estudos voltados para concursos públicos e o ENEM.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PROVA FINAL DE PORTUGUÊS 2018 PARA O 7º ANO


Leia o TEXTO 1 a seguir:

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA


Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:
— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos Direitos Humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
— Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
— Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.
(Autor: Luís Fernando Veríssimo)

1.    Após a leitura do texto, responda:

a)    A história acima é real ou se trata de uma ficção?

b)    Que gênero textual é esse que você acabou de ler?

c)    Que tipo de narrador há nesse texto?

d)    Com qual intenção o personagem diz à polícia que já matou o ladrão?

e)    Por que o sinal de TRAVESSÃO foi usado tantas vezes nesse texto, ou seja, o que ele indica?

2.    Ainda sobre o texto acima, coloque V para verdadeiro e F para falso nos parênteses:

(  ) Esse texto é uma crônica, já que aborda uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa no dia a dia.
(  ) Esse texto trata-se do gênero memórias, pois são recordações do personagem principal.  
(  ) Há três vozes em todo o texto: a do narrador e a dos dois personagens.
(  ) Para o narrador, a polícia só se preocupa com crimes altamente violentos.
(  )  A única coisa em que o narrador não mentiu para a polícia foi o fato de haver um calibre 12 na casa.

 3.    Observe as palavras destacadas num trecho retirado do texto e responda o que se pede:

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

a)    Qual das palavras destacadas indica o MODO como o sujeito agiu?

b)    Qual das palavras destacadas indica a noção de LUGAR?

c)    Qual das palavras destacadas indica a noção de INTENSIDADE?

d)    Qual das palavras destacadas é uma PREPOSIÇÃO com a função de ligar uma palavra a outra?

e)    Qual das palavras destacadas é um VERBO na 1ª pessoa do singular?

4.    Leia os trechos retirados do TEXTO 1 e indique quem é FRASE, ORAÇÃO ou PERÍODO:

a)    Eu tenho o sono muito leve

b)    Um minuto depois

c)    Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

d)    — Oi,

e)    Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.

5.    Ainda sobre o texto acima, coloque V para verdadeiro e F para falso nos parênteses sobre as seguintes afirmações:

(  ) No trecho: “— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal” a expressão destacada dá a noção de tempo passado.
(  )No trecho: “e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar” a palavra destacada deveria ser substituída por “mim”.
(  ) No trecho: “não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali” a palavra em destaque pode ser substituída por “mais”.
(  ) No trecho: ”Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia” a palavra em destaque é um advérbio de dúvida.
(  ) A separação correta das silabas da palavra “helicóptero” é HE – LI – CÓ – PTE –RO.

Leia o TEXTO 2 a seguir e responda o que se pede:

PONTOS DE VISTA

    Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.
    — Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
    — Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
    — Deveriam me colocar antes da palavra "quando"                — respondeu a Vírgula.
    — Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria: "Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".
     — Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
     — E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.
    — E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
     — O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos.           — Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.
     — Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!
     — Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências. — Ou dar margem para outras interpretações...
    — É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
    — Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou?" — disse o Ponto de Interrogação — é apenas uma pergunta, certo?
    — Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza: "A guerra começou!"
    — Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
     — Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
    — Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois      — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
    — O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
    — Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão.

(João Anzanello Carrascoza. Revista Nova Escola - Edição Nº 165

6.    Após a leitura do TEXTO 2, responda:

a)    Em que tipo de linguagem o texto 2 foi construído: (VERBAL, NÃO-VERBAL ou MISTA)?

b)    Quem são os personagens da história?

c)    Quem começou toda a confusão?

d)    Qual o motivo da confusão?

e)    Qual a mensagem que o texto deixa para o leitor sobre os sinais de pontuação?

7.    Sobre a palavra em destaque no trecho, é CORRETO afirmar que:

— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.

a)    Transmite, nesse trecho, a noção de lugar.
b)    É uma preposição que indica tempo.
c)    Poderia ser substituída sem alterar o sentido do trecho por “depois”.
d)    Essa palavra é um advérbio.
e)    Essa palavra é um verbo no tempo pretérito.

8.  A locução verbal em destaque no trecho pode ser substituída sem alterar o sentido original da mensagem por:

Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências

a)    alteraríamos
b)    alteramos
c)    alterastes
d)    alterará
e)    alteraria

9.     O texto 2 pertence ao gênero textual chamado:

a)    Notícia
b)    Carta de reclamação
c)    Conto
d)    Memórias
e)    Crônica

10.  Marque a única alternativa que contém uma FRASE nominal:

a)    Ora, por quê?
b)    É verdade — disse o Ponto.
c)    O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos.           
d)    Viram como eu sou importante?
e)    Os sinais de pontuação estavam quietos

“Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier”

PROVA FINAL DE PORTUGUÊS 2018 PARA O 6º ANO


Leia o TEXTO 1 abaixo:

PONTOS DE VISTA



Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.
— Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
— Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.
— Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria:
"Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".
— Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
— E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.
— E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
— O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos. — Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.
— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!
— Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências. — Ou dar margem para outras interpretações...
— É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
— Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou?" — disse o Ponto de Interrogação — é apenas uma pergunta, certo?
— Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza: "A guerra começou!"
— Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
— Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
— Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
— O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
— Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão.

(João Anzanello Carrascoza. Revista Nova Escola - Edição Nº 165)

 1.    Após a leitura do texto, responda:

a)    A história acima é real ou se trata de uma ficção?

b)    Quem são os personagens da história?

c)    Quem começou toda a confusão?

d)    Qual o motivo da confusão?

e)    Por que o sinal de TRAVESSÃO foi usado tantas vezes nesse texto, ou seja, o que ele indica?

2.    Ainda sobre o texto acima, coloque V para verdadeiro e F para falso nos parênteses:

(  ) Esse texto é uma crônica, já que traz uma reflexão para o leitor sobre a vida em família.
(  ) Esse texto é um conto, pois apresenta uma história contada por um narrador observador.
(  ) Segundo a história, o ponto final iniciou a briga.
(  ) Em todo o texto só há as vozes dos personagens.
( ) A mensagem que o texto deixa para o leitor é a de que a vírgula é o sinal de pontuação mais importante de todos nos textos.  

3.    Observe as palavras destacadas presentes num trecho retirado do texto e responda o que se pede:

— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!

a)    Qual das palavras destacadas indica uma QUALIDADE?

b)    Qual das palavras destacadas é um SUBSTANTIVO ABSTRATO?

c)    Qual das palavras destacadas é um SUBSTANTIVO CONCRETO?

d)    Qual das palavras destacadas é um ARTIGO DEFINIDO?

e)    Qual das palavras destacadas é um NUMERAL?

Leia o TEXTO 2 abaixo:

DONA DO NARIZ

Um dia serei
dona do meu nariz.
Terei dezoito anos,
vou estudar e trabalhar.
Se não dividir apartamento,
vou ter a chave da porta,
a chave do carro,
a chave dos segredos noturnos
que hoje me dão medo.

Um dia, deixarei de pedir
dinheiro, horários, licenças.
Vou poder chegar depois da meia-noite.
Vou poder andar em garupa de moto
ou ficar contando estrelas
ou curtir mais o namorado.

Mesmo que eu me sinta coroa,
velha, encardida, enrugada,
com dezoito anos
descobrirei a liberdade .

(Elias José. Cantigas de adolescer. 1992)

4.    Após a leitura do texto, responda:

a)    Como se chamam textos como esse?
b)    O que significa uma pessoa SER DONA DO NARIZ?
c)    A partir das pistas presentes, quem é o sujeito do texto?
d)    Como a pessoa do texto está se sentindo?
e)    Por que a pessoa do texto quer tanto completar dezoito anos?

5.    Ainda sobre o texto acima, coloque V para verdadeiro e F para falso nos parênteses:

(  ) Esse texto não pode ser um poema já que seus versos não rimam.
(  ) A voz presente no poema é de uma adolescente revoltada com a sua condição de dependente dos pais.
(  ) Esse texto possui estrofes, mas não tem versos.
(  ) O texto apresenta uma voz masculina, conforme é confirmado na última estrofe.
(  ) O título do poema reflete o tema abordado no texto.

6.    Sobre o trecho retirado do poema, responda:

Um dia serei
dona do meu nariz.
Terei dezoito anos,
vou estudar e trabalhar.
Se não dividir apartamento,
vou ter a chave da porta,
a chave do carro,
a chave dos segredos noturnos
que hoje me dão medo.

a)    Por que na expressão “Um dia”, a palavra em destaque é um ARTIGO INDEFINIDO?
b)    Por que na expressão “meu nariz”, a palavra em destaque é um SUBSTANTIVO CONCRETO?
c)    Por que na expressão “dezoito anos”, a palavra em destaque é um NUMERAL?
d)    Por que na expressão “me dão medo”, a palavra em destaque é um SUBSTANTIVO ABSTRATO?
e)    Por que na expressão “a chave do carro”, a palavra em destaque é uma LOCUÇÃO ADJETIVA?

Leia o texto TEXTO 3 abaixo:

Remígio-PB, 12 de dezembro de 2018.

Senhores pais,

Venho por meio deste texto solicitar a vossas senhorias que no próximo ano letivo cobrem mais de seus filhos com relação aos estudos e ao comportamento deles em sala de aula.
Vejo, infelizmente, que muitos pais só comparecem à escola para buscar alguma informação sobre os filhos no final do ano, e ainda muitos culpam os professores por saberem que sua cria será reprovada.
Portanto, peço mais empenho dos pais na educação de seus filhos e os aconselho a não fecharem os olhos para os erros deles.

Desde já agradeço pela atenção,

Jean Rodrigues de Oliveira

7.    O texto 3 acima é:

a)    Carta de reclamação
b)    Carta de solicitação
c)    Carta pessoal
d)    Crônica
e)    Conto

8.    Sobre o texto 3 é CORRETO afirmar que o seu objetivo é:

a)    Fazer uma reclamação aos pais
b)    Fazer um elogio aos pais
c)    Fazer um pedido aos pais
d)    Elogiar os alunos
e)    Criticar os alunos

9.    Sobre a estrutura do texto 3 é CORRETO afirmar que:

a)    A despedida não está formal.
b)    Não precisava de assinatura.
c)    A presenta começo, meio e fim.
d)    O vocativo não está identificado na carta.
e)    O local e a data estão incompletos.

10.  Comparando os três textos presentes nesta avaliação, é CORRETO afirmar que:

a)    Todos três tratam sobre o mesmo assunto.
b)    Todos pertencem ao mesmo gênero textual.
c)    Os três têm a mesma finalidade.
d)    Apenas o poema apresenta uma linguagem mais popular, informal.
e)    O texto 1 é extremamente formal.