quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO APLICÁVEL DO 6º AO 8º ANO / O MOLEQUE E O BALAIO - FRANCISCO DE ASSIS MELO


Leia o texto abaixo:

O MOLEQUE E O BALAIO

          Todos os domingos ele acordava muito cedo. Às cinco da manhã já estava de pé, chovesse ou fizesse sol. Pulava da “tipóia”, enrolava-a e em seguida pendurava-a no armador da sala, onde dormia. Passava um pouco de água na cara sonolenta, pegava o seu balaio surrado e saía com destino à feira da fruta. No caminho cumprimentava uns, galhofava com outros colegas que já carregavam feiras e ia em frente.
           Alguns caminhões descarregavam abacaxis cujo cheiro adocicado impregnava o ambiente. Em muitos outros pontos, agricultores chegavam com suas éguas trazendo caçuás de bananas maduras que davam água na boca. Homens se espremiam tirando cargas de batata-doce do lombo dos jegues. O barulho da feira já era ouvido de longe. Tinha-se a impressão que o povo só comprava abacaxi, tamanhas eram as rumas que mais pareciam pirâmides auriverdes. E eram muitas.
           Tem frete, dona? Era a voz do pirralho de calças remendadas. Ante a afirmativa da patroa, a cara do menino era sorriso só. A boca, de dentes cariados, mostrava o tamanho da felicidade. Afinal de contas aquela mulher tinha jeito de quem pagava bem, e quem sabe, ainda oferecesse um café com bolo de farinha de trigo na casa dela. Primeiro os abacaxis, depois batata-doce, banana prata, laranja comum e cravo, macaxeira, manga e uma jaca mole pequena. E o balaio enchendo. Você pode mesmo, menino? Estou achando você tão magro. Aquela mulher estava duvidando da coragem? Conjecturava. Estava muito enganada! Vamos ver se pagava bem mesmo... Refletia em seus botões protegidos por rodelinhas de borracha.
            Depois de rodear toda a feira acompanhando a cliente pechinchona, atravessava o Beco do Jacaré e entravam no “comércio” (mercado público). Carne verde, miúdo, farinha, goma de Dona Tereza Gonzaga. E o balaio começava a estalar o fundo de cipó dilatado e gasto pelo sobe e desce dos domingos. Pra encerrar, agora era a vez das verduras. E se não aguentasse o peso? Valha-me Deus! Pensava o guri desconfiado e preocupado com o peso que só aumentava. Só faltava a cliente se engraçar de uma galinha gorda e resolver comprá-la. Era só o que faltava. Desse jeito não tinha quengo de cabeleira militar que aguentasse. Nem mesmo com o auxílio da rodilha de pano. Meu sinhô, me ajude aqui. Um verdureiro alto e forte botava a carga na cabeça. Parecia que o pescoço do coitado tinha sumido entre as costelas aparentes.
           Indicada a direção, seguia os passos apressados da mulher. O pior era a ladeira. Um gemido aqui, outro ali e chegava ao destino. Só dava tempo acertar com a mesa da cozinha e ia logo dizendo: quem me ajuda? Tirado o peso, era um alívio só. As pernas ainda tremiam. O pescoço aos poucos ia voltando ao normal. Um suor frio escorria por todo o corpo magricela, ainda em jejum. Um cheiro de leite fervendo vinha da caçarola destampada no fogão. Ainda bem que nada se amassou, não foi? Dizia o feireiro com ares de agrado. Bota café pra ele, Severina. Ordenava a matrona já no quarto onde fora tirar a blusa fedorenta a suor de feira. Mal a ordem era dada e o moleque já estava sentado à mesa, parecendo gente. Arre diabo, queimei a língua. Disse de si para si.  A empregada bem que podia ao menos ter avisado que o café estava fervendo. Terminada a refeição, recebia o preço do frete e saía feliz para outra aventura.
          Depois das nove o movimento ia caindo. Algumas feirinhas mais maneiras, e por isso mais baratas ainda haveriam de surgir durante o dia. Lá pras tantas só aparecia batateiro. Só compravam batata para a família, mas tapeavam dizendo que era tudo para os porcos.  Só sabiam mentir, isso sim. Além do mais pagavam uma mincharia pelo frete, resmungava o menino.
         Sentado no meio-fio, começava a fazer “o caixa”. Até que o dia não tinha sido tão ruim. Mas ainda restava uma alternativa: juntar casca de jaca para os porcos de Zulmira. Ainda podia render uns trocados. Era pouco, mas servia. Tudo que caísse na rede, era peixe.
         Quando o sol começava a se esconder pras bandas do Jacaré, era hora de voltar para casa.
         Uma voz disfarçada veio das suas costas: quer levar minha feira, menino? Que safadeza! Era outro moleque brincando de patrão.
                                                                                                                                        Itaporanga/84 

(Retirado de: Francisco de Assis Melo. Moleques do Palma. 2009)


1.       Com base na leitura do texto, responda:

a)   A voz que nos conta a história é de alguém que não faz parte dela ou pertence a algum personagem presente no texto? Justifique sua resposta com algum trecho do texto.

b)      De acordo com o texto, descreva o principal personagem da história.

c)       Sobre o que trata o texto?

d)      Podemos afirmar que o trabalho relatado no texto é uma atividade “pesada” ou fácil de realizar? Por quê?

e)      Segundo o texto, qual o item que as pessoas mais compravam em suas feiras?

2.       Deduza o significado das palavras destacadas nos fragmentos abaixo:

a)       “Todos os domingos ele acordava muito cedo. Às cinco da manhã já estava de pé, chovesse ou fizesse sol. Pulava da “tipóia”, enrolava-a e em seguida pendurava-a no armador da sala, onde dormia.”

b)      “Passava um pouco de água na cara sonolenta, pegava o seu balaio surrado e saía com destino à feira da fruta.”

c)       “Em muitos outros pontos, agricultores chegavam com suas éguas trazendo caçuás de bananas maduras que davam água na boca.”

d)      “Depois de rodear toda a feira acompanhando a cliente pechinchona, atravessava o Beco do Jacaré e entravam no “comércio” (mercado público).”

e)      “Só compravam batata para a família, mas tapeavam dizendo que era tudo para os porcos.”

3.       Há momentos no texto em que são misturados a voz do narrador com os pensamentos do personagem. Identifique a quem pertence cada fala nos trechos a seguir:

a)       “Todos os domingos ele acordava muito cedo.”

b)      “Tem frete, dona?”

c)       “Vamos ver se pagava bem mesmo...”

d)      “O pior era a ladeira. Um gemido aqui, outro ali e chegava ao destino.”

e)      “Arre diabo, queimei a língua.”

4.       Retire do texto o que se pede:

a)       Uma palavra ou expressão que indique tempo.

b)      Uma palavra ou expressão que indique lugar.

c)       Uma palavra ou expressão que indique uma emoção. Pode ser de raiva ou alívio.

d)      Uma frase interrogativa.

e)      Duas palavras compostas.

QUESTÕES PARA MARCAR APENAS UMA RESPOSTA

5.       De acordo com esse texto, a feira era um lugar

a) de poucas oportunidades de trabalho para as pessoas.
b) que não dispunha de variedade de frutas.
c) de tristeza por causa do trabalho duro.
d) de oportunidades de trabalhos.
e) roubos e exploração de trabalho.

6.       No trecho abaixo em destaque é sugerido que o menino terminou seu dia de trabalho

Sentado no meio-fio, começava a fazer “o caixa”. Até que o dia não tinha sido tão ruim.

a)       conformado
b)      desanimado
c)       muito feliz
d)      com raiva
e)      triste

7.       No trecho abaixo, a palavra destacada pode ser substituída, sem alterar o sentido do texto, por

“No caminho cumprimentava uns, galhofava com outros colegas que já carregavam feiras e ia em frente.”

a)       brigava
b)      brincava
c)       resmungava
d)      sonhava
e)      corria

8.       Esse texto tem o objetivo de

a) Divulgar a feira de Remígio
b) Orientar sobre a organização de uma feira
c) Relatar memórias vividas
d) Convencer o leitor a denunciar o trabalho infantil
e) Informar fatos passados da vida de alguém.

9. Observe a imagem abaixo:


O texto "O moleque e o balaio" e a imagem acima têm em comum

a) abordarem situações diferentes
b) a preocupação com a exploração do trabalho infantil
c) o alerta para os pais não deixarem seus filhos sozinhos nas feiras
d) nada, pois o instrumento de trabalho no texto é o balaio e nessa imagem são carroças de mão.
e) a ilustração que a imagem faz da temática tratada no texto.

10. O termo em destaque no fragmento abaixo pode ser substituído, sem alterar o sentido do texto, por:

"Depois das nove o movimento ia caindo. Algumas feirinhas mais maneiras, e por isso mais baratas ainda haveriam de surgir durante o dia. Lá pras tantas só aparecia batateiro. Só compravam batata para a família, mas tapeavam dizendo que era tudo para os porcos."

a) ou
b) pois
c) porém
d) então
e) para


GABARITO APENAS DAS QUESTÕES OBJETIVAS

5. D
6. A
7. B
8. C
9. E
10. C
“A vida é feita de histórias...”

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO DO TEXTO "ESSE TAL DE CELULAR"

Leia o texto 1 abaixo para fazermos algumas reflexões:


Esse tal de celular
É negócio interessante
Eu que antes criticava
Hoje teclo a todo instante.
 
Quase nem durmo ou almoço
E quem criou esse troço
 
Teve uma mente brilhante.
Quem diria que um dia
Eu pudesse utilizar
Calculadora e relógio
Câmera de fotografar.
Tudo no mesmo aparelho
Mapa, calendário, espelho
E telefone celular.
E agora a moda pegou
Pelas "Redes Sociais”
É no "Face"ou pelo "Zap"
Que o povo conversa mais.
Talvez não saiba o motivo
Que esse tal de aplicativo
É mais lido que os jornais.
Eu acho muito engraçado
Porque muita gente tem
Um Grupo só pra Família
Um do Trabalho também.
E até aquele contato
Que só muda de retrato
Mas não fala com ninguém!
Tem o Grupo da Escola
O Grupo da Academia
Grupo da Universidade
O Grupo da Poesia.
Tem o Grupo das Baladas,
Das Amigas Mais Chegadas
E o da Diretoria.
Tem quem mande Oração,
"Bom dia!", de vez em quando
Que só mande figurinhas
Quem só fica reclamando.
Nos Grupos é que é parada
Dia, noite, madrugada
Sempre tem alguém teclando.
Cada um que analise
Se é bom ou se é ruim
Ou se a Tecnologia
É o começo do fim.
Talvez um voto vencido
Porém o Zap tem sido
Até útil para mim.
 
Eu acho que a Internet
É uma coisa muito boa
Tem coisas muito importantes
Porém muita coisa à toa.
Usar de forma acertada
Ou, por ela, ser usada
Vai depender da pessoa.
Comunicação é bom
Vantagens que hoje se tem
Feliz é quem tem amigos
Fora das Redes também.
A vida só tem sentido
Quando o que é permitido
É aquilo que convém.
Pra quem meu verso rimado
Acabou de receber
Compartilhe esta mensagem
Que finaliza a dizer:
 “Viva a vida intensamente
Porque é pessoalmente
Que se faz acontecer!”.
(Autor Desconhecido)

Texto 2:


Texto 3:


Texto 4:

Atividade em Sala

1.    Pela forma como é escrito, que tipo de texto é o texto 1
  
2.    Segundo o texto 1, o que o celular tem que fez o sujeito resolver gostar de usá-lo?

3.    De acordo com o texto, por onde as pessoas conversam mais hoje em dia?

4.    Na oitava estrofe do texto, o sujeito citar duas características da internet. Quais são?

5.    Qual o conselho o sujeito nos passa no sétimo verso?

6.    Marque um (X) em apenas uma das respostas:

·         Com qual frequência você utiliza celular?

(   ) nunca
(   ) frequentemente
(   ) de vez enquanto
(   ) direto

·         Para que você mais usa o celular?

(   ) ligação
(   ) mensagens de texto SMS
(   ) Redes sociais (facebook, whatsapp)
(   ) Pesquisas na internet (notícias, esportes, estudos, etc.

·         Com qual frequência você acessa a internet?

(   ) nunca
(   ) frequentemente
(   ) de vez enquanto
(   ) direto
  
·         O que você mais acessa na internet?

(   ) redes sociais
(   ) sites de notícias
(   ) estudos
(   ) assuntos do seu trabalho

Perguntas para respostas pessoais


7.    Você se considera um viciado(a) em celular/internet, POR QUE?


8.    Comente o que você acha de pessoas que ficam “presas” ao celular em momentos de confraternização com amigos, com a família, ou na hora das refeições, no momento das aulas, na missa, na hora de dormir, no momento do namoro, em reuniões, etc?


9.    Se você possui whatsapp, em quais grupos você faz parte?


10.  O que você mais gosta de postar na internet?




“Uma ligação. Uma mensagem. Um olhar. Um sorriso. Um beijo. Não programe a sua vida, pois as melhores coisas acontecem naturalmente”. 

ATIVIDADE SOBRE CONJUNÇÕES COORDENADAS

1.       Leia o texto abaixo retirado de um blog e responda o que se pede:

SURTO DE DIARREIA PREOCUPA POPULAÇÃO DA CIDADE DE REMÍGIO E ESPERANÇA-PB



A população de Remígio e Esperança, no Agreste paraibano, enfrenta um surto de diarreia que se intensificou nesta terça-feira. Desde o último domingo (02), foi registrado com auxilio de uma pequena enquete nesta rede social, mais de 100 casos. A baixa qualidade da água consumida pela grande maioria da população seria a causa dessa alta incidência de diarreia. As cidade são abastecidas pelo barragem de Vaca Brava, por poços artesianos e cisternas construídos, principalmente, na zona rural. O fato é que nos três casos a água pode está contaminada por coliformes fecal e imprópria para o consumo humano resultando nesse surto. A população consome a água sem tratamento e mesmo recebendo gratuitamente o hipoclorito (substância para tratamento da água). Isso acaba comprometendo a qualidade da água e a saúde da população. A situação de surto de diarréia já está sendo registrados em cinco estados brasileiros, (Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba). Na Paraíba ainda não se sabe o número de municípios atingidos pelo surto, espera-se que a atenção básica, vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental trabalhem em conjunto, para tentar prevenir, diagnosticar precocemente e tratar adequadamente todos os casos.

Fonte: Por: Rodolpho Raphael – Via: Facebook/ANDRADE NOTICIAS



a)   Qual o objetivo principal deste texto?

b)   Segundo o texto, qual cidade registrou mais de 80 casos de diarreia?

c)    De acordo com o texto, qual a causa de tantos casos de diarreia na cidade?

d)   Quais estados brasileiros esse surto de diarreia está sendo registrado?

e)   De onde foi retirada esta notícia?



2.    Leia cada frase e diga o sentido que cada conjunção sublinhada dá às frases:

a)  Não fales sem pensar e não terás de arrepender-te.

b)  Todos prometeram ajudar; muitos, porém, não cumpriram a promessa.

c)  Ela não só foi recebê-lo no aeroporto, mas também se prontificou a mostrar-lhe a cidade.

d)  Vamos embora, porque o filme está muito chato.

e)  Você leu as cláusulas do contrato; não reclame, pois, das dificuldades que surgirem.



3.     Leia cada frase e diga o sentido que cada conjunção sublinhada dá às frases:

a)   As crianças, entusiasmadas, ora corria pelo quinta, ora entravam pelos corredores.

b)  Analisamos o projeto com muita atenção, portanto estamos aptos a executá-lo.

c)  O regulamento era bastante claro a esse respeito; no entanto, muitas pessoas teimavam em fingir que não sabiam de nada.

d)    Este diploma poderá facilitar teu ingresso na firma; contudo, não penses que o trabalho será sempre fácil.

e)    Quando o velho professor entrou, as autoridades levantaram-se e aplaudiram-no.


4.    Ligue as frases no exercício abaixo usando as conjunções dadas. Observe o sentido pedido em cada uma delas:

e,  mas, então, pois, ou

a)    Ele era o artilheiro do time. Ele não marcou nenhum gol no campeonato. (adversativa)



b) Ouvimos um ruído. Havia gente nos fundos da
casa. (conclusiva)



c) Devolva-me o livro. Estou precisando dele. (explicativa)



d) Ele saiu. Eu cheguei. (aditiva)



e) O dia está agradável. É impressão minha? (alternativa)



5.     Classifique as orações coordenadas conforme o código abaixo:


( 1 ) aditiva
( 2 adversativa
( 3) alternativa
( 4 ) explicativa
( 5 ) conclusiva

a) Gosto muito de dançar, pois faço “FORRÓ” desde pequenino. (   )

b) Recebeu a bola, driblou o adversário e chutou para o gol. (   )

c) Acendeu o “abajur”, guardou os chinelos mas não dormiu. (   )

d) Não se desespere porque estaremos a seu lado sempre. (   )

e) Ele estudou bastante; ou não passará no próximo vestibular. (   )


6.     Observe a imagem e marque a única alternativa correta:



a)    Esta imagem não possui nenhuma conjunção.
b)    Esta imagem possui uma conjunção aditiva.
c)    O texto tem uma conjunção adversativa, com valor de oposição.
d)     Esta imagem possui uma conjunção explicativa.
e)    O texto tem uma conjunção adversativa, com valor de alternância.

7.    Observe a imagem abaixo e responda o que se pede:



a)    Quais conjunções estão presentes neste texto?

b)    Quais sentidos que elas estabelecem nesse texto?












AVALIAÇÃO FINAL DE PORTUGUÊS 6º ANO

Leia o texto abaixo para responder o que se pede:

NÃO PISE NAS SEPULTURAS

Numa noite qualquer, um grupo de jovens estava voltando de uma festa ainda animados. Eles bebiam e riam alegremente. Até que um deles, ao perceber que estavam chegando perto do cemitério da cidade, decidiu contar histórias de terror. As meninas do grupo foram as que estavam ficando mais assustadas com as histórias.

- Estamos quase passando pelo cemitério, vocês sabiam que nunca devemos pisar em um túmulo após o sol se por? Se vocês fizerem isto o morto agarra suas pernas e as puxa para dentro da sepultura.

- Mentira! – disse uma delas. – Isto é só uma superstição antiga.

- Se você é tão corajosa, por que não nos mostra? Eu lhe dou R$ 50,00 reais se você pisar em alguma sepultura.

- Eu não tenho medo de sepulturas e nem dos mortos. Se você quiser faço isso agora.

O menino lhe estendeu uma faca e disse:

- Crave isto em um dos túmulos e então nos saberemos que você esteve lá.

Sem hesitar a garota tomou-lhe a faca e caminhou até a entrada do cemitério, sobre a surpresa dos olhos de seus amigos que duvidavam que ela tivesse esta coragem. A garota entrou no cemitério onde o silêncio era total, sombras fantasmagóricas eram formadas pela luz da lua e ela teve a impressão que centenas de olhos a observavam. Chegando ao centro do cemitério olhou em volta.

- Não há nada a temer – disse a si mesmo tentando se acalmar.

Então ela escolheu um túmulo e pisou nele, depois cravou a faca no chão e se virou para ir embora, mas algo a deteve. Tentou novamente, mas não conseguiu se mover, ficou apavorada!

- Sem hesitar a garota tomou-lhe a faca e caminhou até a entrada do cemitério!!! – disse em voz alta e caiu no chão.

Como ela demorava a voltar o grupo de amigos decidiu ir atrás dela, caminharam um pouco e a encontraram sobre um túmulo. Ela estava morta com uma expressão de terror no seu rosto e a faca cravada no coração. Com muito medo, os garotos fugiram do local. Até hoje ninguém sabe o que aconteceu em cima daquela sepultura.


1ª QUESTÃO

Sobre o texto ao lado, responda:

a)       Que gênero textual é esse que você acabou de ler?

b)       De modo geral e com suas palavras, explique qual é o tema principal deste texto.

c)       Que tipo de narrador tem nesse texto: narrador observador ou narrador personagem?

d)       Qual momento do texto pode ser considerado o clímax, ou seja, o momento de maior tensão?

e)       De acordo com o texto, por que a garota foi sozinha até uma sepultura no cemitério?

2ª QUESTÃO

Identifique e retire do texto o que se pede:

a)       Um substantivo CONCRETO.

b)       Um substantivo ABSTRATO.

c)       Um ADJETIVO.

d)       Uma palavra ou expressão que indica TEMPO.

e)       Um artigo DEFINIDO.


3ª QUESTÃO

Assinale V para verdadeiro e F para falso nas afirmações abaixo sobre o texto ao lado:

(   ) Esse texto pode ser considerado um conto de terror.
(  ) No desfecho do texto, o leitor descobre quem assassinou a garota em cima da sepultura.
(   ) Essa história se passa num espaço urbano.
( ) Os jovens da história nunca consumiram bebidas alcoólicas.  
(  ) No trecho: “- Se você é tão corajosa, por que não nos mostra? Eu lhe dou R$ 50,00 reais se você pisar em alguma sepultura.” transmite o significado de um desafio proposto para uma das personagens.

4ª QUESTÃO

As palavras abaixo estão escritas com a ortografia ERRADA, então, reescreva-as corrigindo.

a)       Pize
b)       Corajosa
c)       Espreção
d)       Cemitério
e)       Xão

5ª QUESTÃO

Indique o número de letras e fonemas das seguintes palavras:

a)       Noite
b)       Disse
c)       Escolheu
d)       Caminharam
e)       Terror

6ª QUESTÃO

Sobre as palavras destacadas no trecho abaixo, marque um (X) na única alternativa CORRETA:

Numa noite qualquer, UM grupo de jovens estavam voltando de UMA festa ainda animados.

a)       De acordo com o trecho, o leitor já conhece esse grupo de jovens que o texto fala.
b)       As palavras em destaque são artigos indefinidos, acompanhando palavras que foram mencionadas pela primeira vez no texto.
c)       As palavras destacadas indicam a noção de quantidade.
d)       De acordo com o trecho, o leitor já conhece de festa se trata no texto.
e)       As palavras em destaque são artigos definidos.

7ª QUESTÃO

Sobre a palavra FANTASMAGÓRICAS, marque um (X) na única alternativa CORRETA:

a)       Essa palavra possui 16 letras.
b)       Essa palavra apresenta 15 fonemas.
c)       Essa palavra possui um dígrafo consonantal.
d)       Essa palavra apresenta 14 fonemas.
e)       Essa palavra possui um hiato.

8ª QUESTÃO

Marque um (X) na única palavra que possui um DITONGO:

a)       Novamente
b)       Jovens
c)       Hesitar
d)       Tivesse
e)       Coração


9ª QUESTÃO

Marque um (X) na única alternativa que apresenta um ADJETIVO:

a)       “Sem hesitar a garota tomou-lhe a faca e caminhou até a entrada do cemitério”.
b)       “Não há nada a temer”.
c)       “A garota entrou no cemitério”.
d)       “você é tão corajosa”.
e)       “Crave isto em um dos túmulos”.

10ª QUESTÃO

Leia o texto abaixo e marque um (x) na única alternativa CORRETA:


a)       O texto acima faz uma crítica à violência contra professores nas escolas.
b)       O texto acima não realiza crítica nenhuma, apenas mostra uma situação engraçada.
c)       Situações como essa mostrada no texto, jamais acontece na vida real.
d)       Pela imagem, o aluno demostra medo pela nota baixa que recebeu.
e)       De acordo com o texto, a professora está revoltada com  nota baixa que o aluno tirou.

BOA PROVA!






“Estude, para que no próximo ano você não esteja  nessa situação outra vez”.