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Remígio-PB, Paraíba, Brazil
Mestre em Letras pela UEPB e professor de Língua Portuguesa dos ensinos fundamental e médio. Meu interesse com esse espaço é poder divulgar e compartilhar com todas e todos minhas atividades escolares e questões objetivas de português para estudos voltados para concursos públicos e o ENEM.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

ATIVIDADE DE LITERATURA SOBRE O QUINHENTISMO (LITERATURA DE INFORMAÇÃO) NO BRASIL


1.     Leia o fragmento de texto abaixo para responder as questões:

Senhor:

A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês,
entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. [...]
E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos.
Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz.[...]
Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram. Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito, por o mar quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas, miúdas, que querem parecer de aljaveira, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza, e com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar. A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Os cabelos seus são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que de sobrepente, de boa grandura e rapados até por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte para detrás, uma espécie de cabeleira de penas de ave amarelas, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena e pena, com uma confeição branda como cera (mas não o era), de maneira que a cabeleira ficava mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar. [...] Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que aí não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calicute, bastaria. Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa santa fé.

a)    Que texto é esse que acabamos de ler?

b)    Quem o escreveu? E Para quem o escreveu?

c)     Qual o objetivo deste texto?

d)    Quando os navegantes partiram e quando chegaram a nova terra?

e)    Quais foram os sinais que os navegantes encontraram que provavam que eles estavam perto de terra?

f)     Qual o primeiro nome dado à nova terra?

g)    Quem eram os habitantes desta nova terra?

h) Como os portugueses descrevem esses habitantes?

i)  Na expressão: “Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas” o que significa a expressão sublinhada?

j)     Você já deve saber o que é um texto literário e suas características e o que é um texto não literário e suas características. Então qual é a sua opinião: esta carta de Pero Vaz de Caminha é ou não é literatura. Explique.

k)    Que recomendação Caminha faz ao Rei no final sua carta?

2.     Quais as duas principais características do Quinhentismo?


3.     Leia o texto abaixo e responda o que se pede:

Quando estes índios tomam alguns contrários, se logo com aquele ímpeto os não matão, levam-nos vivos para suas aldeias (ou sejam portugueses ou quaisquer outros índios seus amigos), e tanto que chegam a suas casas lançam uma corda mui grossa ao pescoço do cativo para que não possa fugir, e arrumam-lhe uma rede em que durma e dão-lhe uma índia moça, a mais formosa e honrada que há na aldeia, para que durma com ele, e também tenha cuidado de o guardar, e não vai para parte que não no acompanhe.
Esta índia tem cargo de lhe dar muito bem de comer e beber; e depois de o terem desta maneira cinco ou seis meses ou o tempo que querem, determinam de o matar; e fazem grandes cerimonias e festas aqueles dias, e aparelhão muitos vinhos para se embebedarem, e fazem-nos da raiz duma erva que se chama “aipim”, a qual fervem primeiro e depois de cozida mastigam-na umas moças virgens espremendo-a nuns potes grandes, e dali a três ou quatro dias o bebe. E o dia que hão de matar este cativo, pela manhã se alguma ribeira está junto da aldeia levam-no a banhar nela com grandes cantares e folias tanto que chegam com ele á aldeia, atam-no pela cinta com quatro cordas cada uma para sua parte e três, quatro índios pegados em cada ponta destas e assim o levam ao meio dum terreiro, e tirão tanto por estas cordas que não se possa bolir para uma parte nem para outra, as mãos deixam soltas porque folgam de o ver defender com elas. Aquele que o há de matar empena-se primeiro com penas de papagaio de muitas cores por todo o corpo: há de ser este matador o mais valente da terra, e mais honrado. Traz na mão uma espada dum pau muito duro e pesado com que costumam de matar, e chega-se ao padecente dizendo-lhe muitas coisas e ameaçando-lhe sua geração que o mesmo há de fazer a seus parentes; e depois de o ter afrontado com muitas palavras injuriosas dá-lhe uma grande pancada na cabeça, e logo da primeira o mata e lhe fazem pedaços. Esta é uma índia velha com um cabaço na mão, e assim como ele cai acode muito de pressa com ele a metê-lo na cabeça para tomar os miolos e o sangue: tudo enfim cozem e assam, e não fica dele coisa que não comam. Isto é mais por vingança e por ódio que por se fartarem. Depois que comem a carne destes contrários ficam nos ódios confirmados e sentem muito esta injúria, e por isso andam sempre a vingar-se uns contra os outros. E se a moça que dormia com o cativo fica prenha, aquela criança, que pare depois de criada, matam-na e comem-na e dizem que aquela menina ou menino era seu contrário verdadeiro por isso estimam muito comer-lhe a carne e vingar-se dele. E porque a mãe sabe o fim que hão de dar a esta criança, muitas vezes quando sente prenhe mata-a dentro da barriga e faz com que morra. E acontece algumas vezes afeiçoar-se tanto a este cativo e tomar-lhe tanto amor que foge com ele para sua terra para livrá-lo da morte. Muitos índios que do mesmo modo se salvarão, ainda que são alguns tão brutos que não querem fugir depois de os terem presos; porque houve algum que estava já no terreno atado para padecer e davam-lhe a vida e não quis senão que o matassem, dizendo que seus parentes o não teriam por valente, e que todos correriam com ele; e daqui vem não estimarem a morte; e quando chega aquela hora não na terem em conta nem mostrarem nenhuma tristeza naquele passo. Finalmente que são estes índios muito desumanos e cruéis, não se movem a nenhuma piedade: vivem como brutos animais sem ordem nem concerto de homens, são muito desonestos e dados á sensualidade e entregam-se aos vícios. Todos comem carne humana e têm-na pela melhor iguaria de quantas pode haver: não de seus amigos com quem eles têm paz se não dos contrários. Tem esta qualidade estes índios que de qualquer coisa que comam por pequena que seja hão de convidar com ela quantos estiverem presentes, só há esta proximidade entre eles.

(Pero de Magalhães Gândavo. Tratado da Terra no Brasil)


a)    Que imagem de índio Gândavo passa para os leitores através do seu relato?

b)    Qual o objetivo deste texto de Gândavo?

c)     O que acontecia primeiramente quando os índios capturavam seus inimigos? Como era o tratamento?

d)    O que acontece com o prisioneiro depois de seis meses de vida “boa” nas mãos do inimigo?

e)    O que acontece se a moça que cuidava do prisioneiro ficasse gestante do mesmo?

f)     Há prisioneiros indígenas que tinham a oportunidade de fugir. Mas por que eles não fugiam?

g)    Qual é a única “boa atitude” que estes índios possuíam em seus corações?

h)  Ao olhar de hoje, podemos dizer que essas atitudes dos índios daquela época era uma monstruosidade contra o próximo, e crueldade. Mas para a época deles, podemos dizer que essas atitudes são “erradas” ou “desumanas”? Por que?

4.     Leia o texto abaixo para responder as questões:

A Santa Inês

Não é d’Alentejo
Este vosso trigo,
Mas Jesus amigo
é vosso desejo.

Morro porque vejo
Que este nosso povo
Anda tão faminto
Desse trigo novo.

Santa padeirinha,
Morta com cutelo,
Sem nenhum farelo
É vossa farinha.

Ela é mezinha
Com que sara o povo,
Que, com vossa vinda,
Terá trigo novo.

O pão que amassastes
Dentro em vosso peito,
É o amor perfeito
Com que a Deus amastes.

Deste vos fartastes,
Deste dais ao povo,
Porque deixe o velho
Pelo trigo novo.

Não se vende em praça
Este pão de vida,
Porque é comida
Que se dá de graça.

Ò preciosa massa!
Ó que pão tão novo
Que, com vossa vinda,
Quer Deus dar ao povo!

Ó doce bolo,
Que se chama graça!
Quem sem ele passa
É muito grande tolo.

Homem sem miolo,
Qualquer deste povo,
Que não é faminto
Deste pão tão novo!

(Padre José Anchieta)

a)    Que tipo de texto é esse? Por que?

b)    Este texto apresenta rima? Retire um exemplo do próprio texto.

c)     O que o trigo novo simboliza neste texto?

d)    Por que o eu-lírico diz na segunda estrofe que Morro porque vejo /Que este nosso povo /Anda tão faminto /Desse trigo novo”?

e)    Que duplo sentido pode ser depreendido do uso da palavra “miolo” na última estrofe?

f)     Retire do poema todas as palavras que você não sabe o significado e pesquise no dicionário o que significa a mesma.

g)    Por que Padre Anchieta escrevia poemas com essa temática e declamava para os índios, ou seja, qual a sua intenção com isso?          

Nesse trecho de sua Carta, Pero Vaz de Caminha revela o olhar do europeu na avaliação que faz dos índios.




      [...]
        Andaram na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e daí a pouco começaram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia, à praia, quatrocentos ou quatrocentos e cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que todos trocavam por carapuças ou por qualquer coisa que lhes davam. Comiam conosco de tudo que lhes oferecíamos. Alguns deles bebiam vinho; Outros não o podiam suportar. Mas me parecer que, se os acostumarem, o hão de beber de boa vontade. Andavam todos tão bem dispostos, tão bem feitos e galantes com suas tinturas que muito agradavam. [...] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que estávamos entre eles. [...]
        Quando saímos do barquinho, disse-nos o Capitão que seria bem que fôssemos diretamente à cruz que estava encostada a uma árvore, junto ao rio, a fim de ser colocada amanhã, sexta-feira, e que nos puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para que eles vissem o respeito que lhe tínhamos. E assim fizemos. E a esses dez ou doze que lá estavam, acenaram-lhes que fizessem o mesmo; e logo foram todos beijá-la.
        Parece-me quente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual agrada a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles todo e qualquer caráter que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o fato de Ele nos haver até aqui trazido, creio que não o foi sem causa. E portanto Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar à santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E aprazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim! [...]

                            Castro, Silvio (Intr., atualiz. e notas). A carta de Pero Vaz de Caminha.
                                                                        Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 93-94. (Fragmento).

5. Sobre o trecho acima, responda:

a)    Como os nativos são retratados por Caminha nesse trecho?

b)    Como os índios são descritos no primeiro parágrafo?

c)    Segundo o trecho, o que alguns nativos não gostaram experimentar?

d)    Segundo o texto, por que os portugueses beijaram uma cruz na presença dos índios?

e)    Qual a intenção dos portugueses sobre os nativos é revelada no terceiro parágrafo deste trecho? 


6.    Leia o fragmento abaixo e assinale V para verdadeiro e F para falso:

    “Parece-me quente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências.”

(  ) Subtende-se que os portugueses acham sua religião superior a qualquer crença dos índios.
(  ) Esse trecho exemplifica o choque cultural ocorrido na época das grandes navegações.
( ) Segundo trecho, apenas alguns índios eram inocente e passíveis, outros se rebelaram contra os portugueses.
(  ) Para Caminha, a diferença dos idiomas não atrapalhariam em nada a catequização dos índios.
(  ) A expressão “segundo as aparências” demostram um tom de dúvida do autor da carta.

QUESTÕES OBJETIVAS
6. Assinale a única alternativa FALSA em relação ao Quinhentismo no Brasil:

a)  A carta de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento escrito no país e sobre o país.
b)  A carta de Caminha é composta por narração, descrição e argumentação.
c)  Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias sobre do Brasil ao rei de Portugal.
d) Padre José de Anchieta escreveu tanto literatura de caráter informativo como de caráter pedagógico.
e) Gândavo foi um cronista histórico que escreveu as curiosidades sobre a terra e os costumes indígenas, descrevendo e narrando os hábitos mais chocantes e para o povo português como os rituais antropofágicos dos índios.

7. Com base na charge abaixo, assinale a única alternativa CORRETA:



a)    A charge faz uma crítica a chegada do europeu nas terras brasileiras, tendo em vista sua ambição e maldade contra os povos nativos do Brasil.
b)    Os portugueses chegaram ao Brasil com o único interesse de catequizar os nativos dessa região.
c)    A chegada dos portugueses ao Brasil marca um choque de culturas, em que a cultura dos índios se sobrepôs a dos europeus.
d)    Nunca nenhum povo indígena resistiu à chegada dos portugueses ao Brasil.

e)   Toda a literatura do Quinhentismo no Brasil retrata os índios como humanos pacíficos e carismáticos com qualquer visitante. 


Leia o fragmento retirado da carta de Pero Vaz de Caminha:

       “Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta mais ao Sul até a outra ponta ao Norte, do que nós pudemos observar deste porto, é tão grande que deve ter bem ou vinte e cinco léguas de costa. Ao longo do mar, têm, em algumas partes, grandes barreiras, umas vermelhas e outras brancas; e a terra é toda chã e muito formosa. O sertão nos pareceu, visto do mar, muito grande; porque a estender os olhos não podíamos ver senão terra e arvoredos – terra que nos parecia muito extensa.
       Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem os vimos. Contudo, a terra em si é de bom clima, fresco e temperado, como os de Entre-D’Ouro-E-Minho, nesta época do ano. As águas são muitas; infinitas. De tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por causa das águas que tem!”
(Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha)

8. De acordo com o fragmento acima, podemos afirmar que:

a) Apresenta algumas características dos primeiros indígenas avistados pelos portugueses.
b) Os interesses econômicos dos portugueses sobre essas terras ficaram claros no texto.
c) Fala de como era a vida dos povos desta nova terra.
d) Mostra que o narrador do texto não entende nada sobre a nova terra.
e) Mostra que não há a opinião do autor do texto, e sim apenas descrições de como é a terra. 

9. Leia o texto abaixo para marcar a única alternativa FALSA:

A Santa Inês

                 Morro porque vejo
Que este nosso povo
Anda tão faminto
Desse trigo novo.

                 Homem sem miolo,
Qualquer deste povo,
Que não é faminto
Deste pão tão novo!

(Padre José Anchieta)

a)  Este poema tinha por finalidade convencer os índios a aderirem a religião católica.
b)  A expressão “TRIGO NOVO” significa apenas a palavra trigo no sentindo real da palavra.
c) Na primeira estrofe, o sujeito diz-se preocupado com a falta de Deus na vida dos indígenas.
d)  A expressão “HOMEM SEM MIOLO” significa índios que não aceitaram Deus.
e) Padre Anchieta ficou famoso por escrever uma literatura pedagógica e didática para catequizar os índios.

10. Assinale qual é o texto considerado o primeiro da literatura no Brasil:

a) Carta de Pero Vaz de Caminha
b) Tratado da Terra no Brasil de Gândavo
c) Carta do descobrimento de Pero Vaz de Caminha
d) Diálogo sobre a conversão dos gentios (Padre Manuel da Nóbrega): foi escrito em 1557 e impresso em 1880.
e) Tratado descritivo do Brasil (Gabriel Soares de Sousa): escrito em 1587 e impresso por volta de 1839.
11. Assinale a ÚNICA imagem que NÃO se refere ou exemplifica o período da literatura brasileira conhecida como QUINHEITISMO ou LITERATURA DE INFORMAÇÃO.

a)  



   




b)




  




c) 







d) 

12. Assinale a única alternativa que apresenta um texto que faz parte do Quinhentismo no Brasil:
a) Poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias.
b) Tratado da Terra no Brasil, de Gândavo.
c) A cartomante, de Machado de Assis.      
d) Prosopopeia, do autor Bento Teixeira. 
e)Tratado de Direito Natural, de Tomás Antônio Gonzaga.
13."Duas relíquias históricas produzidas no Brasil, foram trazidas para exibição na Mostra do Redescobrimento, em São Paulo: o manto tupinambá e a carta de Pero Vaz de Caminha." 
                                             (Folha de São Paulo, 11 de maio de 2000.)

    A carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o “achamento” do Brasil, enviada a El-Rei Dom Manuel é a principal manifestação literária do Quinhentismo, movimento literário brasileiro do século XVI. Tendo em vista o seu teor, podemos afirmar que os visitantes da Mostra do Redescobrimento, ao se depararem com tal texto, conseguiriam através dele:

a)   resgatar valores e conceitos sociais brasileiros.
b)   descobrir a história brasileira pela arte.
c)   ter mais informações sobre a arte brasileira.
d)   ver a cultura indígena brasileira.
e)   perceber o interesse português em explorar a nova terra.

O texto a seguir servirá de base para a próxima a questões 14:

Pero Vaz de Caminha, referindo-se aos indígenas escreveu:

 
      “E naquilo sempre mais me convenço que são como aves ou animais montesinhos, aos quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que aos mansos, porque os seus corpos são tão limpos, tão gordos e formosos, a não mais poder.” […]
    “Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e eles a nossa, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles todo e qualquer cunho que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o fato de Ele nos haver até aqui trazido, creio que não o foi sem causa. E portanto, Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar à santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E aprazerá Deus que com pouco trabalho seja assim.” […]
      “Eles não lavram nem criam. Não há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao convívio com o homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.”

14.De acordo com o texto e seus conhecimentos, marque a alternativa CORRETA:

a)   Caminha, numa visão eurocentrista, exalta a cultura do “descobridor”, menosprezando todos os aspectos referentes ao modo de vida dos nativos, por exemplo, a não exploração daqueles mamíferos placentários exóticos, citados na carta, introduzidos no Brasil quando da colonização.
b)   Caminha realiza, através de farta adjetivação, descrições botânicas minuciosas acerca da flora da nova terra, destacando o tipo de alimentação do europeu — rica em vitaminas e sais minerais — em contraposição à indígena, que é rica em lipídios.
c)   A religiosidade está presente ao longo do texto, quando se constata que o emissor, tendo em mente a conversão dos índios à “santa fé católica” — pretensão dos europeus conquistadores —, ressalta positivamente a existência de crenças animistas entre os nativos.
d)   Na carta de Pero Vaz de Caminha, que apresenta linguagem formal, por ser o rei português o destinatário, há forte preocupação com aspectos da necessária conversão dos índios ao catolicismo, no contexto de crise religiosa na Europa.
e)   Ao realizar concomitantemente a narração e a descrição dos hábitos dos nativos, o remetente destaca informações não só do habitat como dos usos e costumes indígenas, exaltando o cultivo das plantas de lavouras e dos pomares.

15. A Carta é considerada a "certidão de nascimento" do Brasil porque

a)   contém as primeiras informações oficiais sobre o Brasil.
b)   marca o início da literatura brasileira.
c)   foi escrita nos primórdios do descobrimento.
d)   denota inegável fluência literária de seu autor.
e)   as descrições constituem informações precisas do lugar.

16.       

    Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.

A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:

a) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.
b) Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.
c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.
d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.
e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho.

17. São características da poesia do Padre José de Anchieta:

a) Tinha como principal objetivo orientar os jovens jesuítas que desembarcavam no Brasil com a missão de catequizar os índios.
b) No teatro de José de Anchieta estão presentes a paródia, cujo objetivo é fazer rir dos tipos sociais estereotipados, e a preocupação didático-religiosa, cuja intenção era transmitir a doutrina da Igreja Católica.
c) função pedagógica; temática religiosa; expressão em redondilhas, o que permitia que fossem cantadas ou recitadas facilmente.
d) Em sua obra não é possível notar a predominância de uma temática, porém, pode-se afirmar que essa não apresenta qualquer função pedagógica ou catequética.
e) Seu talento dramático para criar personagens e situações permitiu-lhe criar formas teatrais diversas através da observação da sociedade.

18. Cronológica e estilisticamente, a obra do Padre José de Anchieta encontra-se dentro do

a) Quinhentismo.
b) Barroco.
c) Classicismo.
d) Trovadorismo.
e) Simbolismo.

19. O ritual registrado por Gândavo chama-se:

a)   Ritual antropofágico
b)   Ritual de macumba
c)   Ritual de magia
d)   Ritual bicho-besta
e)   Ritual erre essa que eu pego vocês

Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:


    “Dos vícios já desligados
   nos pajés não crendo mais,
   nem suas danças rituais,
     nem seus mágicos cuidados.”

     (Padre José De Anchieta)

20. Assinale a ÚNICA afirmativa VERDADEIRA, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios em procissão:

a) Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de Jesus.
b) A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa.
c) Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.
d) Os meninos índios são figura alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes do teatro atual.
e) Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem libertar-se tão logo seja possível.


21. Sobre o Quinhentismo no Brasil, marque a imagem que melhor representa esse período da nossa literatura:

a)









b)










c)













d)










e)










































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